VOD NOTICIAS SEM CENSURA

Trump minimiza acordo com Irã e alerta China contra envio de armas

 Presidente diz que não faz diferença se Teerã fechar acordo ou não: "Não importa o que aconteça, nós vencemos", disse ele


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado (11) que não faz diferença nenhuma para ele se o Irã fechar ou não um acordo para acabar com a guerra.

Trump afirmou que a delegação americana está em negociações intensas com os representantes iranianos no Paquistão, mas que, independentemente do resultado das conversas, os Estados Unidos sairão vencedores.

"Independentemente do que aconteça, nós vencemos. Derrotamos totalmente aquele país. E então vamos ver o que acontece. Talvez eles façam um acordo, talvez não. Do ponto de vista da América, nós vencemos", disse o repiblicano.


O presidente também falou sobre a operação de navios de guerra americanos para retirar as minas do Estreito de Ormuz. "Temos varredores de minas lá, estamos limpando o Estreito", afirmou Trump, dizendo que "provavelmente" ainda há algumas minas na água.

Trump ainda alertou a China contra enviar armas ao Irã: "Eles terão grandes problemas", disse o presidente.

Mais cedo, a noticias sem censura informou que a inteligência dos EUA indicou que a China está se preparando para entregar novos sistemas de defesa aérea ao Irã nas próximas semanas, de acordo com três pessoas familiarizadas com avaliações recentes da inteligência.


A inteligência também destacou como o Irã pode estar usando o cessar-fogo como uma oportunidade para reabastecer certos sistemas de armas com a ajuda de importantes parceiros estrangeiros.

Duas das fontes disseram à noticias sem censura que há indícios de que Pequim está trabalhando para rotear as remessas por meio de terceiros países para ocultar sua verdadeira origem.


Trump diz que ‘tanto faz’ o desfecho das negociações com Irã e ameaça China




Em conversa com a imprensa neste sábado, o presidente dos Estados Unidos afirmou que os americanos venceram a guerra e diz que Pequim terá ‘grandes problemas’ se enviar ajuda militar aos iranianos



Como o Exército mais poderoso do mundo está sendo desafiado na guerra no Oriente Médio


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado, 11, que considera irrelevante o desfecho das negociações entre EUA e Irã, realizadas no Paquistão, ao reiterar que seu país saiu vitorioso do conflito.


“Cheguemos ou não a um acordo, tanto faz para mim. A razão é que vencemos”, disse Trump a jornalistas. “Estamos em negociações muito profundas com o Irã. Ganhamos de qualquer maneira. Nós os derrotamos militarmente”, acrescentou.


O republicano também ameaçou a China caso o país asiático auxilie o Irã com o envio de armas. “Se a China fizer isso, terá grandes problemas, ok?”, afirmou, em entrevista à CNN, ao deixar a Casa Branca para embarcar em viagem à Flórida.


Segundo a emissora, a inteligência dos Estados Unidos apura informações de que Pequim prepara a entrega de “novos sistemas de defesa aérea ao Irã nas próximas semanas”, de acordo com três fontes ouvidas pelo canal.


Ainda conforme a CNN, Teerã poderia aproveitar uma eventual trégua para se rearmar e utilizar o apoio chinês a seu favor. Há a avaliação de que, para viabilizar o envio de armamentos, os chineses poderiam recorrer a países intermediários, com o objetivo de disfarçar a origem das remessas.


Pequim, além de depender do petróleo iraniano, teve papel na mediação do frágil cessar-fogo que interrompeu temporariamente o conflito entre Irã e Estados Unidos nesta semana. O país alega que busca manter a parceria com Teerã sem se envolver diretamente na guerra.


Negociações continuam

As negociações entre Irã e Estados Unidos avançaram pela madrugada de domingo, 12, no horário local do Paquistão, após mais de oito horas de conversas neste sábado. A Casa Branca e autoridades iranianas confirmaram que os diálogos ocorrem de forma direta, com a participação de representantes paquistaneses.


Autoridades do governo do Paquistão demonstram otimismo quanto à possibilidade de um acordo até a manhã de domingo. Já representantes iranianos disseram à IRIB, emissora estatal do país, que persistem “sérios desacordos” entre as partes.


Os Estados Unidos são representados pelo vice-presidente JD Vance, pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner, genro de Donald Trump.


O Irã, por sua vez, chegou à capital paquistanesa com uma delegação de cerca de 70 integrantes, liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.


Trump voltou a informar que navios de guerra da Marinha dos Estados Unidos atravessaram neste sábado o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo, com o objetivo de iniciar a remoção de minas iranianas.


Teerã contestou a versão, alegando manter controle sobre o estreito e, consequentemente, sobre parte relevante do fornecimento global de petróleo, após o ataque realizado em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel.


“Vamos abrir o estreito, mesmo que não o utilizemos, porque há muitos outros países no mundo que dependem dele e estão com medo, ou são fracos, ou avarentos”, declarou Trump./COM AFP

Comentários